Olá, meninas!
Hoje venho trazer resenha de um livro que eu amo muito e é um dos meus preferidos:
Esse clássico da literatura que faz juz a toda a fama que lhe é atribuída. Absolutamente sensacional e ímpar pela sensibilidade empregada na construção das personagens, que alternam entre planas e esféricas, mas de forma que todas, da protagonista ao coadjuvante, tomam lugar no enredo apresentando personalidades sólidas. Até mesmo as mais fúteis, estúpidas e caricaturescas, como a Sra. Bennet e suas filhas Lydia e Kitty são descritas com absoluta verossimilhança.
Na narrativa não chegamos a ter um antagonista, mas o grau de complexidade de Sr. Darcy por vezes quase o coloca nessa posição. Uma personagem com alta densidade psicológica e, portanto, difícil de ser decifrada, quase tal qual a protagonista Elisabeth, que somente se torna compreensível ao leitor por partilhar seus pensamentos, dúvidas e apreensões com este.
E então, depois de falar do que considero a justificativa de grande parte da fama da obra, que são as personagens, passamos à trama, que por si só também traz pontos altos de inovação e enfrentamento a uma visão comum à época em que o romance foi lançado, em 1813: o fantástico mestre da ironia (e meu personagem preferido) Sr. Bennet, pai de Elisabeth e Jane, bem como ambas atuam fortemente no sentido de defender, acima da conveniência, o casamento por amor. A personagem principal conquista o amor do importante Sr. Darcy não por ser dotada dos valores femininos em destaque na época como a beleza, doçura, grandes habilidades para e música, desenho e possuir um dote significativo, mas pela "vivacidade de sua inteligência". Esses entre outros vários aspectos fazem com que o romance seja capaz de respeitar os costumes e valores básicos da época e sutilmente mesclar um caráter feminista, extremamente atípico e inovador a essa época. Livro FANTÁSTICO. Recomendo.
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