Estamos vivendo tempos difíceis. Vivemos dias de alguma esperança regados com uma boa dose de preocupação. Não é difícil que, diante de uma situação como a que estamos vivendo, nosso coração tente encontrar qualidades e menosprezar defeitos de antigos amores.
A tentação é grande em reatar laços com pessoas do passado que nunca nos fizeram bem. A vontade de mandar uma mensagem e de receber uma “boa noite” de quem nunca esteve nem aí pra gente parece gritante, mas o ideal é resistir.
Pessoas empáticas continuam a ser empáticas em bons e maus momentos e pessoas insensíveis, manipuladoras, egoístas, perversas e sem bom senso continuam a ser exatamente como sempre foram em qualquer situação.
Muitas dessas pessoas por questões psicológicas não conseguem sentir como os demais e isso incluí não ter cuidado com o próximo ou sentir medo por si e pelos outros.
Acredite, você não errou ao se afastar dessa ou daquela pessoa. Você estava ciente quando bloqueou esse ou aquele contato. Não esqueça das situações pelas quais você passou. Em como a pessoa, com a qual você está pensando em reatar laços, fez você se sentir.
Tempos difíceis nos fazem ver a vida com olhos menos críticos. E isso incluí enxergar o outro com uma boa dose de ilusão. No íntimo desejamos que aquela pessoa, que um dia foi especial para nós, tenha repensado a vida e mudado para melhor. Mas isso quase sempre não acontece.
Diferente do que vemos em filmes, nos quais um pilantra milagrosamente se transforma, na vida real reatar laços com defuntos emocionais, quase sempre, traz uma boa dose de estresse, além de abrir uma brecha para o passado fazer um novo estrago no presente. Nesse momento é importante manter o equilíbrio e ficar perto de pessoas realmente queridas.
Priorize aqueles que sempre estiveram ao seu lado, nos maus e bons momentos. Cerque-se de amor. Cerque-se de cuidados. Não deixe a negação e a carência falar mais alto. Entenda, como E. Hemingway uma vez bem entendeu, as pessoas que estarão nas trincheiras ao seu lado (nesse momento mais que nunca), importam mais do que a própria guerra.
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